domingo, 13 de dezembro de 2009

COMO ESCOLHER UM PALESTRANTE


Quando uma empresa promove um treinamento ou uma palestra deve ter bem claro em mente quais são seus objetivos. Esses objetivos devem estar claro também para sua equipe.
A empresa precisa saber o que pretende. Muito dinheiro é gasto contratando a pessoa ou o evento errado para uma necessidade, por exemplo, o comercial detectou que existe uma necessidade de a equipe aprimorar suas técnicas de negociação e pede a alguém que contrate um bom palestrante de vendas, sem dar detalhes. A pessoa sai em busca de alguém que esteja em evidência e pode cair no erro de contratar um palestrante motivacional, porque ouviu falar que a palestra é engraçada, divertida, algo que poderia ter sua utilidade se o problema fosse apenas de trazer ânimo à equipe, acaba sendo inócuo para a real necessidade. Todos saem mais leves, pularam, cantaram, se abraçaram, estouraram balões, mas nada de aprender uma só técnica de negociação.
Cabe à empresa fazer uma espécie de exame de consciência prévio, antes de contratar uma palestra, curso ou treinamento. Será que estamos dispostos a acolher novas idéias? Será que daremos liberdade para nossa equipe trazer para dentro o que aprendeu? Os resultados podem depender em muito dessa postura. Se a empresa tiver medo de mudar - e um consultor externo pode ser a pessoa que enxergou a necessidade de mudança - ela provavelmente terá dificuldade em aceitar que sua equipe coloque em prática o que aprendeu de uma fonte externa de conhecimento. Então, ao perceber que todos continuaram como estavam, poderá acabar achando que seu pessoal não aprendeu nada. Muitas vezes este comportamento acontece e o "cupado" quase sempre é o profissional contratado, ou seja o culpado é o palestrante.
As empresas necessitam cada vez mais de profissionais que estejam capacitados e preparados para transmitir seus conhecimentos e que possam mudar a realidade de sua empresa, isto sim irá fazer a diferença na vida da sua empresa. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

MARCAS E ESTUDOS MOSTRAM PODER DE CONSUMO DE AFRO-DESCENDENTES


Política de cotas em universidades do Governo, feriado nacional da Consciência Negra, marcas lançando produtos voltados para pele negra e brinquedos lançando bonecos afro-descendentes. A cultura negra está sendo inserida, mesmo que timidamente ainda, no contexto de Marketing de empresas. Marcas como a Niely, por exemplo, oferecem linhas de produtos para consumidores negros e, com isso, ganha um mercado de cerca de 94 milhões de pessoas, segundo João Bosco de Oliveira Borba, presidente da Associação Nacional dos Coletivos de Empresários e Empreendedores Afro-brasileiros (ANCEABRA).
A Niely relançou este ano a linha Permanente Afro, mesmo com 20 anos de mercado, estes produtos ganharam maior importância para a marca e destaque nos pontos-de-venda recentemente. Mas o reconhecimento da cultura afro-descendente no mercado brasileiro está longe do ideal para Maurício Pestana, presidente do Conselho Editorial da revista Raça Brasil. De acordo com ele, o destaque para os negros na TV, por exemplo, acontece principalmente no futebol e no carnaval, mesmo tendo a imagem da mulata como um símbolo da cultura e da etnia brasileira no exterior, no Brasil são poucas as referências aos negros – como a Playmobil que lançou recentemente bonecos negros para celebrar o Dia da Consciência Negra – em diversos setores na opinião de Maurício Pestana. Por outro lado, João Bosco afirma que hoje já são 247 mil negros inseridos no programa governamental ProUni (Programa Universidade Para Todos) e empresas estudam o lançamento de aparelhos celulares e até carros voltados para os afro-descendentes. Niely relança linha com foco no PDV A estratégia de Marketing para o relançamento da linha Permanente Afro da Niely este ano teve foco principalmente no ponto-de-venda, antes, a marca investia em mídia e depois no PDV:
 “Atualmente temos uma equipe treinada para atender os clientes nas lojas e investimos em ações de relacionamento”.
“Estamos investindo também em materiais diferenciados no ponto-de-venda porque lá é o local onde o consumidor é mais impactado pela marca”, explica Delane D’Azevedo, gerente de produto da Niely e responsável pela linha Permanente Afro.
Hoje, a classe negra consumidora do Brasil é composta por 79 milhões de pessoas que têm necessidades como identificação com suas raízes, ter produtos específicos para suas características e ser representada nos meios de comunicação.
Estes dados fazem parte de um trabalho de pesquisa apresentado por João Bosco durante o evento Reflexões Sobre a Cultura Afro, realizado pela ESPM Rio. O estudo mostra que 45% dos consumidores negros querem ter um carro novo, 88% consomem cosméticos e 65% deles procuram produtos de beleza específicos:
 “A questão negra tem que ser tratada com respeito e ser aceita pela sociedade”, afirma Bosco.

Fonte: Mundo Marketing